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Currículo certo para cada cargo

Cada vaga usa palavras-chave diferentes no filtro automático. Escolha seu cargo e veja os termos que o ATS busca, os erros que reprovam e como adaptar seu currículo.

Por situação de carreira

Transição de carreira

Mudar de área é o cenário em que o ATS mais derruba bons candidatos: o sistema busca as palavras-chave da vaga nova, e o seu histórico inteiro fala o vocabulário da área antiga. Um analista financeiro migrando pra dados pode ter feito SQL e dashboards a carreira inteira — mas se o currículo diz 'conciliação contábil' onde a vaga pede 'análise de dados', o filtro descarta antes de qualquer humano ler. A transição bem-sucedida no papel é um exercício de tradução: reescrever a experiência real com os termos da área de destino, sem inventar nada.

Depois dos 50

Profissionais 50+ enfrentam dois filtros: o ATS, que descarta currículos por formatação e falta de palavras-chave como faz com qualquer idade, e o etarismo humano, que usa pistas indiretas — ano de formatura, 'mais de 25 anos de experiência', e-mail antigo — pra adivinhar idade antes da entrevista. A boa notícia: os dois filtros são contornáveis com edição. O currículo 50+ competitivo não esconde a senioridade; ele a apresenta como profundidade recente e relevante, sem entregar de bandeja os gatilhos do preconceito.

Estágio

Vagas de estágio nas empresas médias e grandes passam por ATS como Gupy e Kenoby igual às efetivas — e recebem volume ainda maior de candidatos, porque o funil universitário é gigante. Sem experiência formal pra pontuar, o sistema busca outras coisas: curso e semestre compatíveis com o pedido da vaga, ferramentas citadas por extenso, projetos acadêmicos descritos com palavras-chave e disponibilidade explícita. O candidato que trata o currículo de estágio como 'folha quase em branco' perde pra quem transforma faculdade, projetos e vida extracurricular em matéria-prima de match.

Recolocação após demissão

Ser desligado — num corte, numa reestruturação ou num desalinhamento — não aparece no seu currículo, mas o intervalo desde a saída aparece. A recolocação eficiente ataca as duas frentes: um currículo tecnicamente afiado pro ATS (palavras-chave da vaga, formatação limpa, resultados mensuráveis) e uma narrativa de datas que não transforme o intervalo em interrogação. Quem sai atirando o mesmo PDF genérico pra 200 vagas coleciona silêncio; quem adapta o currículo pras vagas certas converte triagem em entrevista com uma fração das candidaturas.

Retorno ao mercado

Voltar ao mercado depois de uma pausa longa — maternidade, cuidado de familiares, saúde, sabático — esbarra num currículo com um buraco de datas que o recrutador nota em 5 segundos e o ATS trata com indiferença: o sistema não julga a pausa, mas também não pontua o que você não escreveu. A volta bem-sucedida no papel combina três movimentos: nomear a pausa com naturalidade (uma linha basta), reativar o vocabulário técnico da função na versão atual, e transformar o que aconteceu durante a pausa — cursos, projetos, trabalho voluntário, gestão da própria casa que virou logística de verdade — em conteúdo que pontua.

Jurídico

Administrativo

Currículo para Analista Administrativo

A área administrativa é transversal — quem ocupa esse cargo pode atuar em compras, contratos, faturamento ou suporte a diretoria, e essa amplitude é ao mesmo tempo uma vantagem e uma armadilha no ATS. O sistema de triagem busca termos da vaga específica: se a empresa quer 'gestão de contratos' e 'faturamento', o currículo precisa ter exatamente essas palavras. Profissionais com ampla experiência administrativa frequentemente escrevem currículos genéricos demais, cobrindo tudo mas sem espelhar o vocabulário preciso de cada vaga — e o filtro automático descarta por falta de match.

Currículo para Assistente Administrativo

Assistente Administrativo é uma das vagas com maior concorrência no Brasil — centenas de candidaturas por posição, quase todas triadas automaticamente por ATS como Gupy ou Kenoby. O detalhe que muitos candidatos ignoram: o sistema filtra por termos operacionais específicos como 'emissão de notas fiscais', 'arquivo de documentos' e 'planilhas de controle'. Currículos que descrevem o trabalho com frases genéricas como 'suporte administrativo' sem detalhar as rotinas executadas são descartados antes de qualquer humano ler — mesmo quando o profissional tem a experiência que a vaga exige.

Currículo para Auxiliar Administrativo

O cargo de Auxiliar Administrativo é frequentemente a porta de entrada no mercado formal, e por isso compete com candidatos de perfis muito variados — incluindo jovens aprendizes e pessoas em transição de carreira. Nesse cenário, o ATS é decisivo: ele precisa encontrar no currículo termos como 'lançamento de dados', 'organização de documentos' e 'Pacote Office' para gerar match com a vaga. Quem descreve o trabalho com linguagem vaga perde para quem usa o vocabulário exato — mesmo tendo a mesma experiência. Adaptar o currículo ao vocabulário operacional de cada vaga é o que decide quem o recrutador vai entrevistar.

Currículo para Recepcionista

Vagas de Recepcionista misturam competências técnicas e comportamentais, e muitos currículos erram ao focar demais em soft skills — 'simpática', 'proativa', 'boa comunicação' — e deixar de lado os termos operacionais que o ATS rastreia. O sistema busca 'agendamento', 'controle de acesso', 'atendimento presencial e telefônico' e, dependendo do setor, 'Pacote Office' ou sistemas específicos como SÊNIOR e TOTVS. Em clínicas e hospitais, termos como 'triagem de pacientes' e 'prontuário eletrônico' também aparecem como filtros. O currículo precisa incluir esses termos em texto para passar da triagem automática.

Tecnologia

Currículo para Analista de Dados

Vagas de Analista de Dados no Brasil recebem centenas de currículos e quase todas passam por um ATS como Gupy ou Kenoby antes de um recrutador ler. O sistema busca termos exatos — SQL, Power BI, Python — e descarta currículos em duas colunas ou com gráficos em imagem. Quem descreve projetos com as palavras-chave da vaga e usa layout simples em uma coluna sai na frente, mesmo com menos tempo de experiência.

Currículo para Analista de Sistemas

Quem atua como Analista de Sistemas sabe que a função fica no meio-campo entre negócio e tecnologia, e esse papel híbrido complica a candidatura: o currículo precisa provar domínio de UML, SQL e ERP ao mesmo tempo que comunica visão de processo. O problema é que sistemas de ATS como Gupy pontuam por keywords — se os termos 'levantamento de requisitos', 'diagrama de casos de uso' e o nome do ERP que a empresa usa não aparecem em texto, o currículo cai no primeiro filtro. Adaptar o vocabulário técnico ao da vaga é o diferencial entre passar ou não.

Currículo para Desenvolvedor de Software

Processos seletivos de desenvolvimento usam ATS para filtrar por stack: a vaga pede React e Node.js, o sistema busca exatamente esses termos. Currículos de dev frequentemente reprovam por motivos bobos — duas colunas, ícones de tecnologias em vez de texto, ou GitHub no lugar de experiências descritas. Listar a stack por escrito, com projetos e resultados, é o que faz o filtro e o tech recruiter aprovarem.

Currículo para Suporte Técnico

A maioria das vagas de Suporte Técnico no Brasil passa por ATS antes de chegar ao recrutador de TI — e o filtro é implacável com quem não usa os termos certos. Escrever 'atendi clientes' em vez de 'resolução de chamados via service desk' ou deixar de mencionar ITIL e Active Directory pode barrar um profissional qualificado já na triagem automática. Plataformas como Gupy permitem que o RH defina keywords obrigatórias, então espelhar a linguagem da vaga não é opcional — é o que decide se o currículo chega a uma pessoa.

Currículo para Designer UI/UX

Vagas de UX/UI passam por ATS antes de chegar ao recrutador: a vaga pede Figma, design system e pesquisa com usuário, e o sistema procura exatamente esses termos no texto do currículo. O problema é que designer costuma tratar o currículo como portfólio — manda um PDF cheio de imagens, ícones de ferramentas e um link do Behance. O ATS não lê imagem nem abre link: para o filtro, é um currículo quase em branco. Escrever a stack de design, os métodos (research, prototipação, testes) e o impacto de cada projeto por texto é o que faz o filtro e o hiring manager aprovarem.

Logística

Currículo para Analista de Logística

O setor logístico tem alta demanda por Analistas, e as vagas passam por ATS antes de chegar à gestão de supply chain. O filtro busca termos técnicos específicos: WMS, OTIF, roteirização, gestão de estoque e o nome do sistema de gerenciamento de armazém utilizado. O problema frequente: profissionais de logística descrevem o trabalho em termos de processo ('organizei o estoque', 'acompanhei transportadoras') sem incluir os indicadores e sistemas que o ATS rastreia. Sem 'OTIF', 'WMS', 'giro de estoque' e 'inventário' em texto, o currículo perde para candidatos com menos experiência que usaram o vocabulário correto.

Currículo para Comprador

Compras é uma área onde o ATS filtra tanto por ferramentas (ERP, planilhas de cotação) quanto por competências de negociação descritas em texto. O problema é que a negociação — maior diferencial de um comprador — é difícil de expressar em keywords: 'negociei contratos' é genérico. O filtro busca termos como 'saving', 'cotações', 'follow-up de pedidos', 'gestão de contratos' e o nome do ERP de compras. Compradores experientes que descrevem o trabalho em termos de relacionamento ('mantinha boa relação com fornecedores') em vez de resultado financeiro perdem na triagem para candidatos com linguagem técnica mais precisa.

Currículo para Motorista

Transportadoras e operadores logísticos no Brasil usam ATS para triagem de motoristas profissionais, e o filtro começa pela CNH: categoria, validade e, para cargas perigosas, o MOPP devem estar escritos em texto no currículo — não apenas declarados numa triagem telefônica. Além disso, o sistema busca termos como 'direção defensiva', 'roteirização', 'checklist de veículo' e o tipo de carga transportada. Motoristas com décadas de experiência frequentemente têm currículos com pouquíssimas informações textuais, perdendo para candidatos mais jovens que descrevem melhor as mesmas competências.

Marketing e Vendas

Currículo para Analista de Marketing

Marketing digital é uma das áreas com maior volume de candidaturas no Brasil, e plataformas como Gupy são quase universais no setor. O filtro automático procura termos como 'Google Ads', 'Meta Ads' e 'CRM' em texto corrido — não em badges visuais nem em descrições vagas como 'gestão de campanhas'. O currículo precisa refletir o stack digital da empresa-alvo: uma startup D2C valoriza e-mail marketing e conversão, enquanto uma agência prioriza gestão de mídia paga e relatório de KPIs. Adaptar esses termos a cada vaga é o que faz o score de aderência subir.

Currículo para Gerente de Vendas

A vaga de Gerente de Vendas chega a um ATS junto com dezenas de outros candidatos de perfil sênior — e o filtro não tem paciência com currículos de gestores que usam linguagem vaga como 'liderança de equipe' sem quantificar. O sistema busca termos como 'gestão de equipe comercial', 'forecast', 'funil de vendas' e 'treinamento de vendedores'. Profissionais com décadas de experiência frequentemente reprovam por usar modelos visuais com colunas múltiplas que o ATS embaralha, perdendo para candidatos menos experientes com currículos mais bem formatados.

Currículo para Vendedor

Vagas de Vendedor no mercado brasileiro, seja em varejo, B2B ou SaaS, têm altíssimo volume de candidaturas — e times de RH dependem de ATS para fazer a primeira triagem. O problema é que muitos vendedores escrevem currículos voltados para impressão visual, com tabelas e cores, que o sistema não consegue ler. Pior: descrevem o trabalho como 'foco no cliente e boa comunicação' sem citar termos como prospecção, CRM ou carteira de clientes — os termos que o filtro automático efetivamente busca.

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Início de Carreira

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